Talvez a minha mãe tivesse razão..

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Talvez a minha mãe tivesse razão quando me disse que eu era muito nova para sofrer por amor. E ela estava certa, tendo em conta que eu realmente sou muito nova e ainda tenho muito mais coisas para viver além de estar fechada no meu quarto a derramar lágrimas e a pensar numa pessoa que não está nem aí para mim. Eu sei, e todos sabemos, que é ótimo termos alguém ali ao nosso lado a nos provar que gosta de nós e que quer somente o nosso bem, mas é bastante duro, quando nos apercebemos que com o tempo essa mesma pessoa foi deixando de existir na nossa vida, quase tão duro como alguém nos bater com um taco de basebol no estômago, ou até mesmo mais doloroso. Mas doeu, ainda doí, doí mesmo muito ver que uma pessoa tão especial e essencial deixou de existir no nosso dia-a-dia, estando assim apenas na nossa mente, pois nós, humanos, fazemos questão de manter vivo dentro nós o que já morreu faz tempo.Penso que talvez seja por carência, ou talvez seja por medo de ficarmos sozinhos. Não sei bem, só sei que neste momento eu poderia estar no shopping com a minha melhor amiga, andarmos as duas a correr de loja em loja à procura do top mais decotado e dos calções mais curto que houvesse, ou até mesmo estar lá só para comer um hambúrguer enorme e depois ir comer um gelado gigante com bastante cobertura de chocolate, pois sempre foram os meus favoritos. Talvez seja isso que eu deveria estar a fazer neste momento, mas eu não estou. Ao invés disso estou para aqui a escrever este trecho sobre sofrimento, e a ironia disto tudo, é que no fundo, bem no fundo, eu estou a sofrer mesmo. Porque eu sou parva ao esperar sempre de mais dos outros, porque eu sou tão estúpida ao ponto de deixar o meu mundo cair para ficar a segurar o dos outros. Porque eu sou uma grandessíssima parva por esperar de mais quem sempre quis de menos. Nós sempre achamos que tudo pode durar para sempre, não digo que seja impossível, mas talvez só aconteça em duas pessoas num milhão. Sei também que estas estatísticas estão todas erradas e que eu nunca serei esta tão grande exceção falada por todos. Porque a verdade é que nós pensamos que nunca somos, mas quem sabe podemos até ser. Mas eu não. Nunca, jamais! Aquilo que eu mais queria era que a minha mãe não tivesse razão, mas ela têm mesmo e a única coisa que eu preciso nesse momento é que todo este meu sofrimento acabe e que eu possa viver a minha vida tranquilamente de novo. É que eu nunca deveria ter desejado ir tão longe em relação aos meus sentimentos, visto que eu nunca fui de demonstrar ou sentir, mas eu fui e agora só me resta ficar por aqui a relembrar que tenho o coração partido e que a minha sábia mãe têm toda a razão do mundo sobre aquilo que diz.


Nota: este texto não se reflete de maneira alguma em algum acontecimento na minha vida pessoal, não é nenhum tipo de desabafo apesar de acreditar que muitas pessoas queiram gritar isto ao mundo. Foi apenas uma ideia que vagueava na minha cabeça de à uns tempos para cá.

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